Blog do serginho
  PINK FLOYD E A ETERNIDADE

 

Em meados de 1960, grande numero de jovens londrinos se uniu num movimento que ficou conhecido como “underground”. Uma rede de pessoas criativas sintonizava-se numa variedade de alternativas culturais, como a revolução sexual e o florescente consumo de drogas. Importante também era a influência vinda dos estados Unidos, com a contra-cultura da Costa Oeste, os beats e Bob Dylan, radicalizados na oposição à Guerra do Vietnã.

 

A música era a forma privilegiada de comunicação dessa juventude, e os grupos de rock encarregavam-se de criar os eventos coletivos necessários à cristalização de uma nova cultura urbana. No inicio da década, entre o grande número de bandas existentes, poucas conseguiam ultrapassar as barreiras regionais e atingir as paradas de sucesso. O Pink Floyd foi uma delas.

 

O grupo nasceu em Cambridge,reunindo jovens universitários sensíveis vindos de outras formações musicais. A partir de meados dos anos de 1960, deslanchou para o primeiro álbum, The Piper at the Gates of Down, logo seguido de outros.

 

No começo da década de 1970, com um público sedimentado, a banda passaria por uma radical transformação, com a saída de seu líder e de seu principal compositor, Syd Barrett, imoderado consumidor de drogas. Tudo indicava que o Pink Floyd tinha seus dias contados.

 

A superação da saída de Barrett; o ambiente no estúdio; a integração das canções para formar um todo homogenio; os truques tecnológicos para criar sons até então inimagináveis; a sensibilidade para resumir os sentimentos da juventude; tudo isso e a incrível universalidade dos temas abordados fornece a chave do mistério de Dark Side of the Moon, que explica seus recordes espantosos, tornando o Disco de maior sucesso no mundo até hoje.

 

 



Escrito por serginho às 18h10
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  ADMIRAVEL GADO NOVO

 

 

Toda a imprensa alardeou que Renan estava com seus dias contados. As organizações Globo, o Estado de S. Paulo, e claro, a revista Veja davam como certa a sua cassação pelo senado federal.

 

Inocentado, Renan ofereceu para o país e para a imprensa, principalmente, uma lição: “No senado, o político mais bobo é capaz de tricotar um tapete com luvas de boxe”.

 

Neste caso excepcionalmente, o gostinho da população foi como sempre o de pizza, mas Renan teve o prazer de degustar um belo churrasco de picanha. Não declarados na receita federal é claro.

 

Quem sabe um dia no Brasil o gostinho de pizza ceda espaço ao tão saboroso filé mignon.

 

( Charge de Glauco, Folha de S. Paulo)

 

 

 

 



Escrito por serginho às 21h43
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  Mamãe e papai baseado


- Filho, eu e sua mãe decidimos fumar um baseado com você.

Juninho ficou olhando pros pais, sem acreditar. Eles estavam ali dizendo que, depois de tantos anos insistindo em conselhos, castigos e até orações, resolveram experimentar pra ver o que afinal o filho tanto via num cigarro de maconha. O importante era a união da família.

Dez minutos depois os três estavam sentados no quarto do Juninho. Terminaram de fumar. Juninho, que ainda não acreditava, recusara-se a fumar também. Inventara uma desculpa qualquer mas a verdade é que alguém tinha de ficar careta pra segurar a onda.

- Não tô sentindo nada - reclamou a mãe.

- Calma, Vanda, demora um pouco - explicou o pai com ar de entendido. - Não é, Juninho?

- Você tá bem, mãe?

- Tô ótima, quer dizer, tô normal. Normalíssima - respondeu a mãe, rindo.

- Eu também - disse o pai. - Aliás, nunca me senti tão normal em minha vida.

- Mãe, qualquer coisa tem leite na geladeira, viu?

- Engraçado... Vanda, há algo errado com minhas orelhas?

- Suas orelhas? - A mulher olhou curiosa pras orelhas do marido. - Não, por quê?

- Estou sentindo elas maiores... - Ele apalpava as orelhas, intrigado.

- É normal, pai. É viagem.

- É normal as orelhas crescerem? - perguntou o pai, indo conferir no espelho do banheiro.

- Pois eu continuo normalíssima - observou a mãe, rindo do marido. - Eu e minhas orelhas.

- Tem gente que não viaja da primeira vez, mãe.

- Vanda! - gritou o marido de repente. - Vanda, vem aqui correndo!

A mulher correu assustada. Chegou ao banheiro e deu com o marido se observando atentamente ao espelho.

- Eu sempre fui assim, Vanda? Sempre?

- Assim como? - Ela não compreendia. O filho, atrás dela, muito menos.

- Como você pôde aturar essa barba horrorosa durante todos esses anos, Vanda? Heim?

- Não vem com essa, Afonso. Você sempre disse que era o seu charme... - respondeu a mulher, surpresa.

- Pai... - Juninho começava a se preocupar.

- Minhas preces foram ouvidas! - A mulher ria, voltando pro quarto.

- Acho que eu ficaria melhor sem barba...

- Mãe, não deixe... - Juninho correu pra mãe, assustado com o rumo das coisas. - Isso é viagem, mãe, é viagem!...

- Então não se meta na viagem de seu pai... - ralhou a mãe, beliscando o menino, sem conseguir parar de rir.

- Vanda, faz quantos anos que você não solta seu cabelo? - perguntou o marido de volta do banheiro, retirando de repente a fivela da cabeça da mulher.

- Eu? - Ela, surpresa, tentou impedir mas foi tarde. - Afonso! Dá aqui, dá!

- Não fica melhor assim, filho, não fica? Eu sempre disse mas ela nunca escutou.

- Pai, eu acho que... será que...

- Juninho, você tem algum bolero aí pra eu dançar com sua mãe? O que é isso aqui?

- Ann, Raimundos, pai. Acho que você não vai gostar muito não...

- Tá vendo, Vanda? Precisamos comprar uns cedês pra nós dois.

- Pai, bota um pouco desse colírio aqui...

- Afonso... - disse a mulher, o tom da voz levemente lânguido, como havia muito tempo ela não experimentava. - A noite está ótima... Bem que a gente podia ir dançar no clube. Diz que hoje tem um conjunto bárbaro...

- Sabe que você teve uma grande idéia, Vanda?

- Pai, não precisava pingar tanto. Mãe, você tem certeza que...

- Enquanto você reserva a mesa vou tomar logo meu banho, Afonso - falou a mulher correndo pro banheiro. - Será que ainda sei dançar?...

- E por que a gente não toma banho junto? Economiza água...

Naquela noite eles voltaram pra casa às quatro da manhã. Juninho ainda rolava na cama, preocupado. Não conseguira dormir e tampouco conseguira estudar pra prova. Escutou abrirem a porta e experimentou um alívio imenso. Os dois entraram se esforçando pra não fazer barulho - mas não conseguiram.

- Afonso, você ficou um pão sem a barba...

- Aqui não, Vanda, vai acordar o Juninho...

Juninho não conseguia pegar no sono. Não lembrava de ter alguma vez se preocupado daquela maneira com os pais. Não devia ter permitido, sabia que não devia. E se tiverem realmente gostado? E se ficassem viciados, o que podia acontecer? Seu pai tirara a barba depois de 5 anos, ficara tão estranho, não conseguira olhar direito pra ele. E se chamarem os amigos pra fumar, o que eles acharão? E o trabalho do pai, não podia prejudicar? E a mãe então, nunca vira a mãe rir tanto, parecia uma... uma débil mental. E se dessem muita bandeira e a polícia descobrisse? - a vergonha que seria... Não podia fazer mal à saúde deles? Não era perigoso fumar e sair por aí?

Por fim eles se recolheram ao quarto. Juninho virou pro lado e fechou os olhos, tentando esquecer, tinha de acordar cedo, quase não dormiria. Bom, talvez fosse só empolgação, primeira vez dá nisso mesmo. Pai e mãe são muitos inexperientes pra fumar maconha. Mas ainda ouviu a voz da mãe, um segundo antes de fechar a porta:

- Onde será que ele guarda?



Escrito por serginho às 20h08
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